Blog do Marcial Lima - Voz e Vez: TRT analisa relatórios sobre tumulto durante a realização de concurso

terça-feira, 6 de maio de 2014

TRT analisa relatórios sobre tumulto durante a realização de concurso

A administração do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região informou ontem que está analisando os relatórios fornecidos pela Fundação Carlos Chagas sobre o tumulto ocorrido domingo pela manhã, na Faculdade Estácio/São Luís, durante a realização das provas do concurso para preenchimento de 21 vagas para os cargos de técnico judiciário e analista judiciário. O TRT deverá emitir hoje uma nota oficial de esclarecimento sobre o assunto.

Ontem, um dia depois da confusão que colocou em risco a lisura do concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os candidatos ainda não sabiam das medidas que poderiam ser tomadas pelo órgão. Por sua vez, a Polícia Federal afirmou que ainda não tem dados fundamentados para dar uma posição a respeito do ocorrido. Contudo, irá proceder com uma investigação e analisar os fatos e as provas para saber se houve algum tipo de fraude na realização do concurso.

No domingo, cerca de 700 candidatos que prestariam exame nas salas do Bloco B, na Faculdade Estácio, no Canto da Fabril, afirmaram que não teriam condições de responder ao teste uma vez que os aparelhos de ar-condicionado das salas não estavam funcionando devido ao uma pane elétrica. Em razão disso, os alunos começaram a deixar as salas para os corredores e postaram na internet fotos do local da prova, dos cartões de respostas, alguns marcados, e até do tema da redação "O cinema e sua relação com a identidade de uma nação". Eles também reclamavam das condições das salas, que estariam lotadas - cerca de 60 alunos por turma -, e também do forte odor de tinta, decorrente das paredes do prédio que está em reforma.

Ocorrência - Muitos candidatos se dirigiram até à sede da Polícia Federal, onde realizaram um boletim de ocorrência. Outros se deslocaram até o Plantão Central da RFFSA, na Beira-Mar. Os candidatos pediram a anulação do concurso, alegando que a segurança da prova foi violada a partir do momento em que vazaram as primeiras imagens na internet.

Na RFFSA, um grupo apresentou, além das queixas, vários papéis com as assinaturas dos candidatos, em uma espécie de "abaixo-assinado", solicitando a anulação da prova. De acordo com o delegado Ronilson Moura, que estava de plantão no momento, o registro do boletim de ocorrência é feito somente para se garantir a legitimidade da denúncia, já que a Polícia Civil não tem poder para atuar em casos como esse.

Outros concorrentes, que se sentiram lesados pela situação, se reuniram e estão juntando documentos e provas para entrarem com uma ação de reparação de danos contra a organizadora do concurso.

De O Estado.

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