Blog do Marcial Lima - Voz e Vez

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Polícia Federal combate extração ilegal de minério de ouro no Pará


 A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (20/1), a Operação Ouro Espúrio com o objetivo de combater a extração ilegal de minério de ouro e o seu esquentamento. Equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão tanto no município de Santarém quando no distrito de Moraes Almeida, em Itaituba.

 A investigação em curso mostra que um garimpeiro extraía o ouro, na modalidade de usurpação, do Garimpo do Cipó, em Moraes Almeida-Itaituba (PA), e levava esse ouro, sem qualquer documentação, até o município de Santarém (PA), onde era colocado no comércio de forma espúria.

 A 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Santarém (PA) determinou a apreensão de veículos, bem como o sequestro de bens em nome dos investigados até o montante de mais de R$ 836 mil, valor calculado de bens usurpados da União.

Os policiais apreenderam duas armas e um caminhão, em Moraes Almeida; e uma caminhonete, em Santarém.

(Informações da PF)


Polícia Federal combate fraude a licitações no Acre


 A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (20/1), a Operação Metáfora com o objetivo de apurar a suposta prática de crimes de fraudes à licitação, o que resultou na celebração de 10 contratos entre o Estado do Acre e uma cooperativa no período entre 2016 e 2019.

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, nas pessoas jurídicas investigadas, nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, no Estado do Acre.

Após extensa investigação, constatou-se que, possivelmente, uma empresa da região se utiliza de uma cooperativa visando burlar o processo licitatório para o fornecimento de merenda escolar.  Para tanto, a investigada se utilizou de legislação criada para estimular a agricultura familiar, a qual prevê a contratação de cooperativas para fornecimento de alimentos por meio de chamamento público, desde que ela preencha alguns requisitos. Ocorre que a sociedade anônima, por flagrantemente não os preencher, utiliza-se da cooperativa, sendo aquela a verdadeira beneficiária dos contratos entre esta e o Estado do Acre.

O nome Metáfora representa uma figura de linguagem, em que há a transferência do significado de uma palavra para outra. Nesta operação, o desvio de finalidade do dinheiro público por meio de fraudes em licitações e contratos representa essa metáfora: algo que deveria representar um benefício à sociedade e ao contribuinte, sendo utilizado em benefício de particulares e suas empresas.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 89 e 90 da Lei 8.666/1993.  

(Informações da PF)


Polícia Federal inicia a Operação Overweight para combater o tráfico internacional de drogas em São Paulo


 A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (20/1), a Operação Overweight, visando combater o tráfico internacional de drogas.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Jundiaí e Foz do Iguaçu, além de medidas judiciais de bloqueio de valores e sequestros de veículos, imóveis e dinheiro, que totalizaram, aproximadamente, R$ 132 milhões.

Durante as investigações, que ocorrem desde 2017, três pessoas foram presas e apreendidos mais de 60 quilos de entorpecentes. Por meio de delações premiadas, foi possível identificar outros integrantes da organização criminosa. O principal destino das drogas enviadas pelo grupo criminoso era o Líbano.

Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico internacional de entorpecentes e organização criminosa.

 (Informações da SSP-MA)


Em São José de Ribamar, Polícia Civil prende trio que praticava tráfico de drogas


 A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia Especial de São José de Ribamar, com apoio da Guarda Municipal, prendeu, na tarde dessa terça-feira (19), três pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, associação e apetrechos para o tráfico de drogas, corrupção ativa e crime ambiental.

O alvo da operação policial foi o Bairro Mutirão, em Ribamar onde, após campana, os policiais localizaram, dentro da residência de um dos autuados, um tijolo de 1kg de maconha, trouxinhas da mesma substância prontas para venda, porções de crack, saquinhos de cocaína, dinheiro trocado, moedas e balança de precisão.

A Polícia Civil prendeu, ainda, mais dois parentes do conduzido após essas pessoas apresentarem, na delegacia, a quantia de quase R$ 6 mil para que o preso fosse posto em liberdade sem a devida autuação.

O preso possui passagens criminais pelos crimes de tráfico de drogas e porte de arma de fogo e estava há pouco mais de um ano em liberdade.

(Informações da SSP-MA)


Polícia Militar prende suspeito de praticar roubo no Bairro da Cohab


Policiais do Batalhão de Choque prenderam na noite dessa terça-feira (19), na Cohab, um homem suspeito de roubar uma pessoa nas proximidades do Rio Anil Shopping. 

No momento da prisão, o conduzido estava em posse de um simulacro de arma de fogo e com objetos que pertenceriam à vítima.

Diante do fato, os policiais encaminharam o homem à Delegacia de Polícia Civil do Cohatrac para as devidas providências.  

(Informações da SSP-MA)

Em Caxias, Polícia Militar apreende arma de fogo e recupera motocicleta roubada durante Operação Bairro Seguro


 Na última segunda-feira (18), a Polícia Militar apreendeu uma arma de fogo e recuperou uma motocicleta roubada durante a Operação Bairro Seguro em Caxias (MA). Por volta das 10h40, os policiais do Esquadrão Águia realizavam incursões na Avenida da Coheb, Bairro Vila Lobão, quando avistaram dois homens em uma motocicleta que tentaram empreender fuga, mas foram interceptados na Rua Barreirinha.

Os policiais realizaram abordagem e revista pessoal dos indivíduos e encontraram uma arma de fogo de fabricação artesanal e dois projéteis de calibre .38. A motocicleta Honda Pop 100, cor preta, placa PTB-1810, utilizada pela dupla era produto de roubo. A vítima reconheceu um dos conduzidos como o autor do roubo do veículo.

Os indivíduos e o material apreendido foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Caxias para as providências cabíveis 

“Com esta ação, a Polícia Militar contabiliza 12 armas de fogo retiradas de circulação e 17 veículos recuperados em 2021”, afirmou o major Daniel Kraieski Pires Lages, comandante do 2º BPM.  

(Informações da SSP-MA)


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

MPF consegue decisão para suspender danos ambientais em Barro Vermelho, povoado de Balsas (MA)


 A Justiça Federal determinou, a partir de Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão, o cumprimento de suspensão de atividades poluidoras, recompondo ou compensando os danos ambientais relacionados à exploração ilícita de recursos minerais por parte da empresa Mineração Vale do Araguaia Ltda. e de seu respectivo administrador, Airton Garcia Ferreira.

Segundo o MPF, Airton Garcia Ferreira teria explorado matéria-prima pertencente à União sem o devido licenciamento dos órgãos competentes, nem ressarcimento, no local chamado Barro Vermelho, povoado de Balsas (MA), desde o ano de 2012. Junto a isso, foi apontada omissão na fiscalização pelo Estado do Maranhão, Departamento Nacional de Produção Mineral (Dnpm) e Ibama.

Por meio de perícia ambiental, também foi constatado que o empreendedor não apresentou a Licença Ambiental em nenhuma de suas fases: Licença Prévias (LP), Licença de Instalação (LI) ou Licença de Operação (OP) e que não houve autorização administrativa para exploração no terreno apontado.

Diante disso, a Justiça Federal decidiu condenar a empresa Mineração Vale do Araguaia e Airton Garcia Ferreira a elaborar um Plano de Recuperação da Área Degradada (Prad) relativo à área do Barro Vermelho, além de pagar quantias referentes ao valor dos bens minerais usurpados da União, no total de R$ 12.490.075,60 e R$ 100.000 de indenização por danos morais coletivos.

(Informações do MPF-MA)


Em São Luís, MP-MA requisita informações a gestor municipal de saúde sobre estrutura para vacinação


 O Ministério Público do Maranhão emitiu Requisição, nessa segunda-feira (18), ao secretário municipal de Saúde, Joel Nunes Júnior, fixando prazo de 24 horas para que este encaminhe laudo da Vigilância Sanitária Municipal atestando a regularidade do Centro Municipal de Imunização.

 Além disso, foi emitida Requisição e Recomendação, no dia 13, solicitando informações sobre a estrutura municipal e logística para a imunização contra a Covid-19. O documento é assinado pela titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, Glória Mafra. O prazo para resposta, fixado na primeira solicitação, foi de cinco dias úteis. As mesmas informações foram solicitadas novamente no dia 18.

No documento, a promotora de Justiça questionou quais os reparos ou reformas necessárias em cada sala e posto de vacinação, indicando o prazo para realização da obra para que os espaços possam ser utilizados com segurança pelos profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quanto ao sistema de informação e conectividade, foi solicitada a lista de quais salas de vacina e postos de vacinação possuem com capacidade técnica para acessar os sistemas do Ministério da Saúde – Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), Coleta de Dados Simplificada (CDS) e Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (Sipni).

Glória Mafra requisitou à Secretaria Municipal de Saúde (Semus) que informasse a situação dos postos de vacinação em quatro cenários descritos no Plano Nacional de Imunização: com conectividade na “internet” e condições de utilizar QR Code; com conectividade na “internet” e condições de fazer digitação “on-line”; sem conectividade ou dificuldade de acesso à “internet”; e sem conectividade e sem computador.

Recomendação

Foi recomendado ao gestor municipal de Saúde que seja instalado grupo de trabalho, em consonância com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 197/2017 da Anvisa, que tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços que realizam atividade de vacinação humana.

Outro item solicitado pelo MP-MA é que seja efetivado ato normativo específico visando disciplinar o processo de registro “off-line” no Sipni. Nos casos de postos de vacinação volantes, deve ser informado o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) do estabelecimento que vai gerir as informações no sistema do Ministério da Saúde.

Também foi recomendado ao gestor municipal de saúde a instalação de um gabinete de crise para sanar, em tempo oportuno, todas as possíveis situações críticas durante o processamento da imunização.

Sistema de refrigeração

Foi requisitada a lista das câmaras frias, geladeiras e freezers disponíveis em cada sala e posto de vacinação, além de dados sobre o estado de conservação dos equipamentos.

A Promotoria de Justiça recomendou a aquisição de caixas térmicas de polietileno, levando em consideração o número de doses e locais de vacinação, e destacou que não devem ser utilizadas caixas de isopor no processamento da imunização da Covid-19.

Em relação aos termômetros digitais, foi recomendada a realização de avaliação técnica dos que estão no estoque na Divisão de Imunização de São Luís, quanto dos 68 nas salas e postos, visando garantir o correto funcionamento. Também deve ser feita avaliação das condições de uso das 2.690 bobinas de gelo disponíveis na Semus.

Pendências

Com o objetivo de assegurar que as vacinas cheguem, corretamente, aos destinatários, foi requisitada que seja expedido ato normativo específico, disciplinando a saída das doses da Divisão de Imunização até os postos permanentes ou volantes, como o retorno das vacinas não utilizadas no dia para a referida unidade. 

Igualmente, foi requisitado a criação de planejamento específico de segurança, com vigilância presencial e remota (monitoramento por câmeras) no local em que funciona a Divisão de Imunização de São Luís, bem como segurança no transporte das vacinas para os locais de vacinação.

O MP-MA recomendou que o município de São Luís informe como vai atestar as comorbidades das pessoas que se enquadrariam no grupo prioritário de vacinação, bem como da comprovação de deficiência permanente e severa.

(Informações do MP-MA)


Em Tutoia, MP-MA emite Recomendação sobre proteção de praias, dunas e mangues


 O Ministério Público do Estado do Maranhão encaminhou, no último dia 17, uma Recomendação ao prefeito de Tutoia, Raimundo Baquil (mais conhecido como Diringa), a respeito da proteção de áreas de praias, dunas e mangues do município.

O documento baseou-se em informações trazidas à Promotoria de Justiça de Tutoia pela Associação Comunitária dos Moradores e Pescadores do Povoado Arpuador de que, desde 2019, alguns moradores da região passaram a desmatar cercar manguezais e áreas de dunas. Alguns dos moradores alegariam ter cartas de concessão, emitidas pela Prefeitura de Tutoia, para cercarem as áreas.

Foi recomendado que a Prefeitura de Tutoia exerça o controle e fiscalização imediatos das áreas para coibir a retirada de dunas e vegetação nativa e o aterramento de mangues, bem como determine a recomposição das áreas degradadas, a ser feita pelos infratores.

No documento, assinado pelo promotor de Justiça Fernando José Alves Silva, o Ministério Público também recomenda a demolição de qualquer construção ilegal, seja residencial ou empresarial, em toda a extensão das áreas de dunas e manguezais, também com o desaterramento e recomposição da vegetação.

Também deverão ser retiradas cercas ou qualquer forma de restrição nas áreas de mangue, praias e dunas, devolvendo as áreas públicas à comunidade. Além disso, a Prefeitura de Tutoia deverá divulgar amplamente as medidas adotadas para o cumprimento da Recomendação.

Em até cinco dias úteis o município deverá encaminhar à Promotoria documentos comprobatórios das ações realizadas.

(Informações do MP-MA)


Polícia Federal inicia a Operação Bad Trip, para desarticular grupo criminoso especializado no tráfico de ecstasy


 A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira (19/1), a Operação Bad Trip na cidade de Parauapebas (PA), com o objetivo de desarticular grupo criminoso que realizava o tráfico ilícito de entorpecentes de droga sintética metilenodioximetanfetamina, conhecida popularmente como ecstasy.

As investigações evoluíram para alcançar mais alvos após a Polícia Federal ter realizada a prisão, em flagrante, de três indivíduos no recebimento de correspondência nos Correios, no dia 12/12/2020, no exato momento em que recebiam 200 comprimidos de ecstasy.

No dia de hoje, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão e prisão temporária, deferidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Parauapebas, após representação da Polícia Federal, tendo, até o momento, sido efetuada a prisão de seis envolvidos – operação em curso –, apreensão de mídias e documentos, com a participação de 36 policiais federais nessa operação.

As investigações apuraram que todos os envolvidos atuavam de forma estável para obter e vender os entorpecentes sintéticos em festas Rave. Os investigados buscavam realizar e promover as festas eletrônicas, muito frequentadas por jovens e adolescentes da cidade de Parauapebas, e, nesses eventos, realizar a venda de entorpecentes.

Os detidos serão encaminhados ao Sistema Prisional de Marabá. Com a conclusão das investigações, eles responderão pela prática de crime previsto no Artigo 33 (tráfico ilícito de entorpecentes), “caput”, e Artigo 35 c/c 40 inc. V (associação para tráfico ilícito de entorpecentes), da Lei 11.343/06, com penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão, com aumento de um sexto a dois terços por se tratar de tráfico interestadual cumulado com penas de 3 a 10 anos de reclusão pelo delito de associação ao tráfico ilícito de entorpecentes.

Operação ainda em andamento, com mais dados a ser divulgados ao longo do dia.

* O nome da operação faz referência a uma viagem ruim, sendo a expressão viagem utilizada pelos usuários em razão do efeito do entorpecente na sua utilização.

(Informações da PF) 


Polícia Federal inicia a segunda fase da Operação Alcatraz, denominada Hemorragia


 A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira (19/1), com o apoio da Receita Federal, a 2ª fase da Operação Alcatraz, denominada fase Hemorragia, visando à repressão de organização criminosa especializada na prática de crimes de corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início em julho de 2018, após o encaminhamento pelo Ministério Público de Contas do Estado de Santa Catarina de representação fiscal para fins penais elaborada pela Receita Federal em Florianópolis (SC), a qual apontava fundados indícios de desvios de recursos oriundos das secretarias de Estado da Administração e Saúde.

No inquérito policial, foram realizadas diversas diligências, especialmente juntada de documentos oriundos da Receita Federal e Coaf, análise de dados referentes à quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, juntada de informações produzidas pelo Ministério Público de Contas referentes aos processos licitatórios sob suspeita, produção de informações pela equipe de investigação da Polícia Federal, inclusive oriundas da Operação Alcatraz e, por fim, elementos de corroboração apresentados em acordo de colaboração premiada firmado entre o Ministério Público Federal e um investigado.

As provas colhidas indicam a atuação de organização criminosa que estaria incrustada no governo do Estado de Santa Catarina por, pelo menos, dez anos (2008 a 2018), a qual seria comandada por ocupantes de cargos elevados em instituições públicas e detentores de forte influência política. 

Conforme apurado, o esquema, que também envolvia empresários do ramo de tecnologia e servidores públicos, iniciava-se, de regra, por meio da instauração de procedimentos administrativos visando à formalização de contratações milionárias sem qualquer cotação prévia de preços ou ainda instruídos com orçamentos apresentados por empresas que possuíam relacionamento societário ou comercial entre elas. 

Em seguida, os respectivos certames eram direcionados com a inclusão de cláusulas restritivas, como a vedação, sem justificativa, de atuação de empresas em consórcio, apresentação de exigências indevidas relacionadas a atestados de capacidade técnica e presença, na mesma concorrência, de pessoas jurídicas relacionadas entre si visando à simulação de concorrência. 

Destaca-se que o volume de recursos públicos pagos pelo governo de Santa Catarina às principais empresas da área de tecnologia identificadas nesta investigação já teria ultrapassado a vultosa quantia de R$ 500 milhões, sendo grande parte oriunda da verba destinada à Secretaria de Saúde do Estado.

No período sob análise, estima-se que, ao menos, R$ 50 milhões foram repassados mediante contratos simulados a empresas pertencentes a operadores financeiros que seriam integrantes da organização criminosa, sendo identificados, ainda, fortes indícios de pagamentos de valores expressivos em espécie. 

A quantia desviada, em regra, era sacada na boca do caixa, inclusive de forma fracionada, ou revertida em bens registrados em nome dos investigados integrantes do núcleo político e de seus parentes, conforme esquema representativo a seguir apresentado: 

Nesse contexto, visando desarticular a organização criminosa identificada e, ainda, colher novos elementos de prova, inclusive relacionados a outros eventuais beneficiários, foram expedidos pela Justiça Federal desta capital 34 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e nove mandados de prisão temporária, a serem cumpridos nos municípios de Florianópolis, Joinville e Xanxerê, todos em Santa Catarina. 

Do mesmo modo, foram deferidas outras medidas cautelares como afastamento da função pública, proibição de contato com outros investigados e de se ausentar do país, bem como foi determinado o bloqueio de patrimônio dos investigados em valores que variam entre mais de R$ 928 mil e mais de R$ 37 milhões. 

Por sua vez, a atuação da Receita Federal em razão dos fatos sob apuração já criou a constituição de créditos tributários de cerca de R$ 30 milhões. 

Os investigados poderão ser indiciados, dentre outros, pelos crimes previstos na Lei de Licitações (arts. 90. e 92., parágrafo único, da Lei nº 8.666/93), Código Penal (arts. 312., 317., § 1º, e Art. 333., parágrafo único), Lei de Lavagem de Dinheiro (Art. 1º, § 4º, da Lei nº 9.613/98) e Lei de Organizações Criminosas (Art. 2º, § 4º, II, da Lei nº 12.850/13). 

 (Informações da PF) 


Em Timbiras, Polícia Militar prende suspeito de cometer homicídio


 Na tarde dessa segunda-feira (18), a GU do 3º Pelotão do 17º Batalhão de Polícia Militar em Timbiras, quando realizava o patrulhamento na área rural daquela cidade, recebeu informações sobre a possível localização do acusado de ter cometido um homicídio com uso de uma arma branca, no dia 8 de janeiro, no Povoado Melancia, que estaria em um esconderijo na localidade conhecida por Santo Mé.

De pronto, a GU deslocou-se até o povoado e constatou a veracidade da informação, efetuando a prisão do suspeito, o qual foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil sem lesões corporais, para que os procedimentos cabíveis sejam adotados.

(Informações da SSP-MA)


Polícia Militar prende homem e apreende três adolescentes em posse de arma de fogo no Bairro do Anil


 Policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar prenderam um homem e apreenderam três adolescentes que estavam em posse de uma arma de fogo na manhã dessa segunda-feira (18), na Avenida Casemiro Júnior, no Bairro do Anil.

O homem de 22 anos e os adolescentes, dois com 17 anos e um com 15 anos, estavam, em um veículo Celta de cor branca e placa HPY-7624, realizando roubos de acordo com informações repassadas pelo Ciops.

Os policiais realizaram diligências para localizar os suspeitos, que foram encontrados no Bairro do Anil. Durante busca pessoal e no veículo, os policiais encontraram um revólver de calibre 38 e três projéteis intactos com numeração suprimida, além de simulacro de arma de fogo.

Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados até a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) para averiguação.

(Informações da SSP-MA)


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Em São Luís, Conselho de Enfermagem pede providências contra médico acusado de estupro


 O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren) solicitou oficialmente, na última quarta-feira (13), ao Ministério Público do Maranhão, a apuração de um suposto caso de estupro que teria sido cometido pelo médico e policial militar Allan Xavier Dias contra uma profissional de enfermagem no Hospital Genésio Rêgo, em São Luís.

O ofício foi entregue pelo presidente do referido conselho, José Carlos Costa Araújo Júnior, ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau. De acordo com o documento, após ser vítima da violência sexual, na madrugada do dia 10 deste mês, a técnica de enfermagem relatou o fato à Delegacia Especial da Mulher.

Após a conclusão do inquérito policial, os autos devem ser encaminhados para o Ministério Público do Maranhão. O presidente do Coren pediu empenho e seguimento da eventual Ação Penal.

(Informações do MP-MA)


Em Tutoia, MP-MA recomenda cancelamento de eventos que causem aglomeração


 A Promotoria de Justiça de Tutoia encaminhou, no último dia 15, uma Recomendação ao prefeito Raimundo Baquil e ao delegado de Polícia Civil. O documento trata da suspensão de eventos no município, como o Carna Funk, previsto para o último sábado, 16, e o Piseiro do VF, previsto para 23 de janeiro.

Para o promotor de Justiça Fernando José Alves Silva, a realização dos eventos poderia fazer com que pessoas de outras cidades e Estados se deslocassem para Tutoia, acelerando o ritmo de contágio do novo coronavírus e possibilitando o colapso do sistema de saúde municipal.

Ao município de Tutoia foi recomendado o cancelamento imediato de todo e qualquer evento com previsão de grande aglomeração de pessoas, revogando alvarás de festas, “shows” ou eventos similares já expedidos e impedindo a sua realização, utilizando o seu poder de polícia.

A prefeitura também deverá se abster de conceder novos alvarás, não incentivando a aglomeração de pessoas no município, e realizar ampla divulgação dos cancelamentos que vierem a ser concretizados por força da Recomendação.

Já ao delegado de Polícia Civil de Tutoia foi recomendada a revogação imediata de qualquer licença para festas, “shows” ou eventos similares já expedida, enquanto durar a classificação da Covid-19 como pandemia. Nesse caso, além de Tutoia, a Recomendação vale também para eventos realizados em Paulino Neves.

Além de impedir a realização dos eventos que possam resultar em aglomeração de pessoas, também foi recomendado que a Polícia Civil não conceda novas licenças.

O Ministério Público requereu, ainda, que sejam encaminhados à Promotoria, no prazo de cinco dias úteis, documentos comprobatórios das ações realizadas.

(Informações do MP-MA)